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Vendas privadas de tokens aumentam a fortuna da família Trump em US$ 660 milhões

Vendas privadas de tokens aumentam a fortuna da família Trump em US$ 660 milhões

A venda de tokens do projeto cripto World Liberty Financial (WLFI) gerou US$ 1,55 bilhão em receitas para a família de Donald Trump, resultando em um aumento de US$ 660 milhões no patrimônio líquido combinado. O Bloomberg Billionaires Index registrou o token WLFI como o ativo mais valioso do portfólio da família, superando a participação no Trump Media & Technology Group e o resort Mar-a-Lago.

O patrimônio total da família Trump aumentou 9%, atingindo US$ 6,8 bilhões em 14 de maio de 2026. A empresa de pesquisa Tokenomist.ai registrou a movimentação de 5,9 bilhões de tokens em negociações privadas, além das vendas públicas, totalizando mais de US$ 550 milhões. Uma análise adicional indica uma possível alocação de mais 1 bilhão de tokens para investidores iniciais do projeto.

Desde o final de 2024, a família Trump vem diversificando continuamente suas fontes de renda por meio da mineração de Bitcoin e da emissão de memecoins temáticas. A World Liberty Financial passou a ocupar um papel central em seu portfólio de investimentos, impulsionando os principais ganhos de capital. Ao mesmo tempo, o preço de mercado da WLFI caiu para abaixo de US$ 0,07, cerca de 50% abaixo do nível registrado no início do ano.

Investidores em ativos cripto ligados à família Trump, incluindo títulos da American Bitcoin Corp., continuam registrando perdas à medida que as cotações recuam. As perdas potenciais são estimadas em US$ 2,4 bilhões, já que os ativos permanecem bloqueados e não são contabilizados em índices de liquidez.

A situação tornou-se ainda mais complexa devido a um processo judicial movido pelo empresário do setor cripto Justin Sun, que acusa a administração da WLFI de extorsão e tentativas ilegais de apropriação de tokens. Os representantes do projeto negaram as alegações e processaram o investidor por difamação. Justin Sun, por sua vez, negou integralmente as acusações apresentadas pela empresa no processo em andamento até 14 de maio de 2026.

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